As seguradoras estão conseguindo aumentar o faturamento e reduzir o peso dos custos

As seguradoras estão conseguindo aumentar o faturamento e reduzir o peso dos custos administrativos e comerciais sobre a receita de prêmios, mas ainda não encontraram uma fórmula para baixar a taxa de sinistralidade e manter estabilizados os ganhos com as aplicações financeiras. Em síntese, é esse o quadro desenhado pela pesquisa feita pela Superintendência de Seguros Privados (Susep) tomando por base o desempenho do mercado nos quatro primeiros meses do ano.

A receita de prêmios de janeiro a abril chegou a R$ 5,5 bilhões, 20,91% a mais do que no mesmo período de 96. As despesas de comercialização subiram 8,92%, passando de R$ 863 milhões para R$ 940 milhões, mas a relação custo comercial/prêmio ganho baixou de 19,44% para 18,56%.

Já os custos administrativos aumentaram 13,35%, de R$ 795,3 milhões para R$ 901,5 milhões, mas o seu peso sobre o faturamento das empresas caiu de 17,92% para 17,80%.

Em contrapartida, foi mantida a tendência de aumento da taxa de sinistralidade média do mercado, que passou de 60,11% para 65,30% entre o primeiro quadrimestre de 96 e o mesmo período do atual exercício.

Os maiores índices foram registrados nos seguros habitacional (75,21%), saúde (74,43%), Dpvat (72,38%) e automóvel (71,59%). As menores, nos ramos de acidentes (22,25%) e vida (46,35%).

O aumento da sinistralidade acabou refletindo no índice combinado do setor, utilizado para medir desempenho industrial do mercado, que subiu de 0,975 para 1,017 entre os dois períodos comparados.

As seguradoras também amargaram uma queda no resultado financeiro, o qual despencou de R$ 663,4 milhões, de janeiro a abril de 96, para R$ 483,4 milhões, no primeiro quadrimestre de 97, o que representa uma variação de 27,13%.

A concentração de negócios continuou elevada no mercado, sendo que apenas quatro estados – São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul -, responderam por 76,5% do faturamento das seguradoras de janeiro a abril.

A fatia correspondente a São Paulo foi praticamente a metade da receita do setor (49,06%). Ao contrário dos meses anteriores, quando detalhou apenas os números referentes às nove maiores carteiras do setor, a Susep fez agora o levantamento sobre praticamente todos os ramos de seguros.

A maior novidade foi a pouca representatividade de carteiras que têm uma influência grande sobre o desempenho das seguradoras no mercado internacional. A fatia correspondente ao seguro de responsabilidade civil geral, por exemplo, baixou de 0,53% para 0,47%, entre o primeiro quadrimestre de 96 e o mesmo período de 97. Já a do seguro garantia, que vem sendo apontado como uma das carteiras com maior potencial de crescimento no País, manteve-se na faixa de 0,24%.

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